quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Desde que nasceu João sabia

Que nada daquilo era seu:

um cavaquinho,

um banquinho,

uma partitura

e um barquinho [ Sim, ele tinha um... verdade que de papel].

Nada de tristeza joão! Dizia quando olhava para o céu.

E assim, João no seu banquinho

Aprendeu a tocar cavaquinho.

E a partitura? Poxa, vida dura! Ninguém ensinava João.

Uma coisa restava então... o barquinho.

Esse lhe fazia muito bem.

Saia pela manhã navegando.

E a poesia tirava dali.

A cada dia que passava aprendendo,

Respirando,

Vivendo.

E o samba vinha.

Tuc tuc teleco teco.

Que lição de esperança ele tinha, o João.

E virou homem.

Entendeu que mesmo sem ter nada ou nada ter

Seguia andando.

No ritmo do samba, no ciclo da vida.

Segue vivendo João!

Hoje mais feliz.

Pois ainda tem:

O cavaco,

O banco,

A partitura,

O Barco

e a esperança.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sob a espada erguida
bem no alto 
há um inferno que te faz tremer; 
mas vai em frente, 
e encontrarás 
a terra da bem-aventurança!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

E o barco maneia, soçobra... mas sem virar. Os remos rangem a pequenez humana sobre as águas. Todavia, retornam num rááááshhh de afirmação soberana...
Rodrigo C. Tejada

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Saudade que dói

saudade de amar

vinicius de moraes

Composição: Vinicius de Moraes / Francis Hime

(...)

"Se tu pudesses compreender/ A solidão que é/ Te buscar por aí/ Andando devagar/ A vagar por aí/ Chorando a tua ausência/ Vence a tua solidão/ Abre os braços e vem/ Meus dias são teus/ É tão triste se perder/ Tanto tempo de amor/ Sem hora de adeus/ Oh, volta/ Que nos braços meus/ Não haverá adeus/ Nem saudade de amar/ E os dois, sorrindo a soluçar/ Partiremos depois"/

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mais uma noite no balanço das horas.
Horas que não passam.
A madrugada é minha companheira.
Vejo-a espiando e acordo;
olho à janela aberta, as estrelas e a lua.
Ah, coração!
Qual é a música que te leva?
Aquela batidinha de uma cuica,
um pandeiro,
cavaquinho
e violão.
Eu, a madrugada e o teleco teco.