segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A mãe do Badanha

Pergunta pra ela...
Desde a manhã de hoje procuro a mãe do Badanha.
Só ela mesmo para se responsabilizar.
Só ela mesmo para tomar para si desaforos, berros, ranger de dentes, ilicitudes e irregularidades deste bendito país, Brasil. 
País esse antes conhecido como Pátria de Chuteiras, tsc tsc tsc...
Depois de ontem, revogam-se todas as disposições daquele sentido antigo e burlesco.
Ela diria, e assim acredito: sim, deixe comigo, sou eu a responsável!
Mas onde está a mãe do Badanha, te pergunto cara(o) leitora(o) ?
Putz, se puder me informa.
Estive no MPF, no MP/RS, na empresa "A", na empresa "B", na boca "X", sim até lá eu fui...
Falei com o guarda, o assistente, a assessora, o funcionário, o guarda, a funcionária, as estagiárias, o promotor, o brigadiano, o promotor, e, por fim, com minha consciência, que transcendia longinquamente a tudo isso - acabei encontrando-a em Shambhala  (um  país  legendário  referido  em  certas  escrituras  supostamente  oculto  nas  regiões  desérticas  do  norte  do  Tibete).
Apesar de tudo, só ela para me salvar.
Quantas dúvidas eu tenho, genitora do Badanha.
Será que você me ajuda? Só busco Justiça e um responsável, que bem sei você cumpre este papel com destreza e maestria.
Pelo menos é o que eu ouço por aí: Chê, reclama pra mãe do Badanha!
Sei que minha busca não irá acabar, pelo menos neste solo de incertezas, degenerescências, jeitinhos, corrupção, safadezas...
Mas não desistirei, nobre senhora, da procura.
Para um dia prosear, talvez, sobre o orvalho espelhado de uma manhã de junho, ou a doce e remansosa brisa a beira do rio num final de tarde de novembro, ao trago de uma Brahma bem gelada.
Quando tenha desistido de me indignar, como estou no dia de hoje.

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