sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sem título

Um poeta, um poeta vê em um pedaço de papel, pedaço pequenino, uma nuvem.
O quanto ele está certo?
E se não existisse nuvem? Bem, para o poeta, aquele, não existiria a água da chuva.
E sem água? Sem água o solo seria árido e não cresceria o verde mato, as árvores.
Sem árvores? Não haveria celulose, portanto não existiria o papel e, por sua vez, o pequenino pedaço, a nuvem!
Tudo se interliga, não há porque desespero.
Façamos o melhor, sejamos poetas!
[pois certamente a nuvem continuará a existir naquele pedacinho de papel]

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Um momento
Um tempo
Pouco tempo
Mudanças, ah...
Quão relapso tenho sido, eu
Mal tenho
Mal me entendo
De que valem as escolhas?
Olho para tudo
Ombros baixos
Olhos tristes
Caminho pela rua
Mais um
Tristemente preso
Operador do direito
[sem anestesia]
Hoje um livro
Um blog
Um abraço nos meus pais, queridos
Um latido, do meu querido cãozinho
Uma impressão dos dois lados da folha
... o que dizer disso?
Um, dois, três

domingo, 27 de dezembro de 2009

Canção do Despertar

"Uh oh! Não durmas agora, ser afortunado.

Desperta com diligência.

De tempos sem princípio até agora tens dormido em ignorância.

Agora é o momento de deixar o sono para trás e praticar virtude, com corpo, fala e mente. Não te lembras de nascimento, doença, velhice e morte?

Todo sofrimento além da conta e além da medida?

Esqueceste?

Quem sabe se terás o dia inteiro?

Agora é o momento de praticar com diligência.

Ainda tens esta oportunidade de gerar benefício duradouro, então, por que desperdiçá-la por preguiça?

Se realmente contemplares a impermanência, consumarás a tua prática rapidamente.

Quando a hora da tua morte chegar, estarás confiante.

Com a tua prática consumada, não terás nenhum arrependimento.

Sem esta confiança, qual terá sido o propósito da tua vida?

A natureza de todos os fenômenos é vazia e sem identidade, como a lua refletida na água, uma bolha, uma alucinação, uma emanação, uma ilusão, uma miragem, um sonho, uma imagem no espelho, um eco.

Todo o samsara, todo o nirvana é assim.

Reconhece todas as coisas desta maneira.

Nada vem, nada fica, nada vai, além de qualquer descrição por palavras, além de qualquer concepção da mente.

Agora é o momento de alcançares a realização que é sem sinais."

* As exatas palavras de Chagdud Tulku Rinpoche ao alto-falante numa manhã no Khadro Ling em Três Coroas.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O vergel da boa lei

Vagoneta vacante

Vaivém venerável

Venial vereda

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Venusto verde

Versejado vacilante

Verbalizado velutíneo

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Vibra vivaz

Vidente viandante

Vinco visceral

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Vós, vultoso

Vergel vigilante,

Vela vicário

Vidas variantes

domingo, 13 de dezembro de 2009

Calma, biguá maluco! Hehehe
Tô vendo possibilidades de mudanças...
A luz se apagou, talvez, pela noite mal dormida
na companhia de um copo de Ballantines.
Vou arrumar isso hoje.
Voltaremos!