quarta-feira, 5 de maio de 2010

Antes, a pedra...

16 anos, o passarinho Quintana partia para cantar seus versos em outras ruas

O último poema

Enquanto me davam a extrema-unção,
Eu estava distraído...
Ah, essa mania incorrigível de estar
[pensando sempre noutra coisa!]
Aliás, tudo é sempre outra coisa
– segredo da poesia –
E, enquanto a voz do padre zumbia como um besouro,
Eu pensava era nos meus primeiros sapatos
Que continuavam andando, que continuam andando,
Até hoje
Pelos caminhos desse mundo.
Mário Quintana

sexta-feira, 16 de abril de 2010

NEMBUTSU
Namu Amida Butso
Namo Amida Fo

quarta-feira, 7 de abril de 2010

À vida crônica da morte

Um grau sútil de afeição e

Um acontecimento desafiado pela

Consciência.

Jocemba morreu.

Soube na última sexta –

do futebol com amigos e churrasco.

Outras histórias, quem sabe, não seriam reveladas

Por Jader.

Como no dia em que policiais estiveram a tentar algemá-lo

e todos coçavam a cabeça pensando:

Como colocaremos o grampo nesse cara? Ele não tem um pulso...

Este caso em particular me fez pensar nessa figura, ainda mais por ser, as algemas, tema da minha monografia de faculdade.

Mas ele se calou.

Seguirei retratando minhas ideias e vivências da várzea sulina

Mantendo o nível de afastamento desse policiamento do

Politicamente correto – ao menos uma homenagem a

Esse cara.

Esse crônico, antes fosse!, paradoxo, isto sim acabou sendo,

De pouca duração.

O jovem, Jocemba.

Jader, na certidão, ilusória, de nascimento.

Bom descanso meu caro.

quarta-feira, 31 de março de 2010

A cada passo, seu bastão golpeava o solo com o aço da determinação Zen refletida na serenidade de sua pessoa.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Fica estabelecida a possibilidade de sonhar coisas impossíveis e de caminhar livremente em direção aos sonhos. (Montaigne)